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RH Ágil: a nova fronteira dos Recursos Humanos

Se até alguns anos se escutava muito sobre o Recursos Humanos ser mais estratégico, hoje ele deve ser ágil. Na verdade, o RH já passou por várias ondas: inicialmente era a administração de pessoal (até hoje há quem confunda Departamento Pessoal e RH). Depois, as áreas de especialidades, o posicionamento estratégico e agora a era exponencial/ágil, que também vem sendo chamada de RH 4.0.

Todos os conceitos surgem da ideia de que o RH precisa ocupar um espaço e compreender verdadeiramente o negócio e suas estratégias para que possa contribuir como parceiro nos objetivos globais da organização. Pode parecer simples, mas no cotidiano não é – e não é à toa que muitas empresas não têm um Recursos Humanos estruturado e com liberdade de atuação.

O que fazer em casos como esse?

Uma ótima estratégia é a terceirização ou otimização de algumas tarefas burocráticas, de forma que o RH se estruture e tenha tempo para atuar mais ativamente e ser cada vez mais ágil.

Isso porque, no mundo dos negócios agilidade é vital. Quem não estiver acompanhando as mudanças de mercado, se adaptando a elas com rapidez e buscando novas oportunidades de crescimento, está de fato, fadado ao fracasso. Não poderia ser diferente no centro de todas as mudanças: as pessoas.

O que é RH Ágil?

Em 2019, foi criado o Manifesto Ágil do RH, uma adaptação do que foi escrito por profissionais de tecnologia no Manifesto Ágil, de 2001. Com o objetivo de buscar uma cultura de engajamento no local de trabalho, o conceito novo valoriza e desenvolve:

  • Redes colaborativas mais do que estruturas hierárquicas;
  • Transparência mais do que sigilo;
  • Adaptabilidade mais do que prescrição;
  • Inspirar e comprometer-se mais do que gerenciar e reter;
  • Motivação e engajamento mais do que obrigação;

É por isso que os pilares do RH Ágil são: apoiar as pessoas a se envolverem, crescerem e a serem felizes em seu local de trabalho; incentivar a cultura de adaptação às mudanças, construir e suportar redes de equipes capacitadas, independentes e colaborativas; alimentar a motivação e as habilidades, ajudando pessoas a construir o ambiente de que precisam e confiando neles, acima de tudo.

É, assim, um movimento por uma melhor cultura organizacional, uma busca por um ambiente saudável e de crescimento em que a adaptação rápida às transformações e a colaboração são chaves. Por meio de metodologias capazes de acompanhar a velocidade das mudanças, a metodologia ágil é capaz de aprimorar a forma como os indivíduos e as equipes reagem às possíveis falhas e se alinhem às mudanças, tornando-se um setor menos operacional.

O manifesto do RH ágil não prioriza somente a velocidade das ações ou a postura de repassar um problema para outra área, mas uma gestão mais enxuta, com a simplificação de processos, redução de custos desnecessários e otimização do tempo.

Diferentes entre si, as metodologias são todas marcadas pela entrega da agilidade em processos. Há algumas que reúnem clientes e empresas e outras que melhoram a visualização das tarefas, por exemplo. Uma das mais conhecidas é o OKR, que foca em dois pilares: nos objetivos e nos resultados-chave do RH (leia mais sobre isso no nosso blog). Nele, o setor escreve suas próprias metas de futuro e estipula os caminhos para se chegar a ele.

Tão importante quanto é que o uso de metodologias ágeis não é suficiente sem uma cultura organizacional, ou seja, uma mudança de mindset. É por isso, novamente, que a adaptação a esse novo conceito exige a presença de um Business Partner (BP). Ele não ocupa um cargo, mas é antes de tudo a atitude de um profissional que, ao dar foco em um setor, conecta o Recursos Humanos com os demais setores da empresa, auxiliando na gestão estratégica de pessoas e atuando como um consultor interno.

Quer falar mais sobre como mudar seu RH? Clique aqui e fale conosco sobre isso.

Amanda Figueira Ramos, Analista de Gente e Cultura na Funcional.