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Quatro elementos que não podem faltar no planejamento para 2022

O ano de 2022 já está batendo à porta. Para as empresas, isso significa, principalmente, que é o momento de finalizar o planejamento estratégico do próximo ano e apresentá-lo aos colaboradores em breve. Realizar esse processo é, de forma consensual, um exercício fundamental para o sucesso dos negócios: além de oferecer a possibilidade de verificar o que está dando certo e o que precisa ser aperfeiçoado, é a chance de renovar oportunidades e modelos de atuação.

O planejamento estratégico também é o momento em que palavras como "adaptação" e "resiliência" entram no jogo ao lado de outras, como "inovação" e "transformação". Todas elas são importantes — principalmente agora, em que muitas organizações têm mais condições de colocar os últimos anos, pandêmicos, diante do espelho.

Como nós temos ouvido de muitos dos nossos clientes, é hora de olhar para tudo o que aconteceu e usá-lo para projetar um futuro em que estratégia, foco e capacidade de mudança façam parte constantemente do negócio. Tudo isso tem que estar presente em algum lugar, e ele é justamente esse documento de planejamento.

Muitas empresas, porém, ainda não têm tão claramente o que devem considerar para esse próximo ano. Quais são as tendências de negócios que vão impactar realmente no futuro imediato? O que será essencial para crescer em 2022? Quais serão os grandes diferenciais do mercado?

Algumas dessas coisas podem ser mapeadas desde já. Nós fizemos esse exercício.

Agregar mais gente às decisões estratégicas

O grande desafio dos negócios nestes tempos é como mudar a postura diante das pessoas que os compõem, isto é, os colaboradores. Enquanto muitos deles estão lutando para atrair e reter os talentos do mercado, ainda há muita dificuldade em aliar produtividade com cuidado e acolhimento. Isso ficou evidente na pandemia, por exemplo.

Pesquisas mostram que, nesses últimos meses, milhões de pessoas deixaram seus empregos espontaneamente por questões como ambientes tóxicos ou mesmo falta de perspectivas profissionais.

É por isso que, em 2022, as empresas terão que se debruçar com mais intensidade sobre os motivos pelos quais os colaboradores estão deixando seus empregos — e atuar para evitar que esse fenômeno se amplie. Quem conseguir fazer isso terá uma inequívoca vantagem, porque terá à sua disposição um mercado de trabalho que demanda horários flexíveis, mais apoio psicológico dos seus empregadores, regimes diferenciados e oportunidades reais de crescimento.  

Em outras palavras, o planejamento para o ano que vem precisa colocar as pessoas no centro das decisões. Isso significa muitas coisas: de um lado, ampara as relações profissionais em pilares como confiança e transparência, o que faz com que elas produzam mais e melhor. De outro, permite que as empresas cresçam à medida que agrega diversidade de pontos de vista e perspectivas diferentes para as decisões — em um mercado sedento por novidades.

Isso está presente desde a contratação até a convivência cotidiana. Muitas organizações, por exemplo, trabalham isso por meio de atividades (team-building activities) ou momentos de descontração, além de abrir canais para que os colaboradores sejam ouvidos sobre suas questões psicológicas e pessoais. Isso tudo forma uma cultura que, no final, gera um ciclo de transformação para todos.

Adotar uma governança e os padrões ESG

Desde 2020, empresas que estabelecem padrões de governança corporativa e adotam o ESG em suas operações estão significativamente à frente do mercado. São decisões fundamentais, porque impactam em todo o resto: novas contratações, atuação com os colaboradores que já estão na organização, clientes, a comunidade, o meio ambiente e até na reputação empresarial.

Pesquisas têm sugerido que essas demandas dizem respeito a muitas coisas, como a chegada de uma nova geração ao mercado de trabalho (mais jovens e, assim, mais exigentes com os efeitos da atuação de um negócio) e a própria pandemia, que escancarou a necessidade de uma maior responsabilidade corporativa. Ao longo da crise da covid-19, por exemplo, não foram poucas as pessoas que disseram se importar muito em trabalhar ou consumir produtos e/ou serviços de companhias preocupadas com fatores sociais e ambientais.

Como as empresas podem responder a essas demandas? Incluindo no planejamento estratégico de 2022 suas linhas de atuação frente a elas. Isso significa ter um programa de diversidade interna, ser mais pró-ativo em um projeto de inclusão de pessoas, ter um plano detalhado para cada profissional, apoiá-los para além de suas questões ligadas ao trabalho, além de construir e administrar indicadores que mudem, na prática, os efeitos ruins das operações do negócio.

Um bom exemplo disso é o da Ambev, por exemplo, que tem um programa de redução do uso de água na sua produção anual de bebidas. Em 2020, essa queda foi de quase 5% em comparação ao ano anterior. A gigante ainda doou um dos recursos mais significativos para o trabalho de atendimento às vítimas da covid-19: R$ 150 milhões.

Desenvolver habilidades

Já não é de hoje que negócios de sucesso também são aqueles que investem nos seus profissionais. A questão é que isso se tornou mandatório para quem quer sobreviver no mercado. Não se trata mais de uma perspectiva pontual, mas de todo um projeto para o desenvolvimento deles.

Os melhores exemplos vieram de empresas que, em meio à pandemia, resolveram tomar a decisão contrária a de muitas outras — de demitir seus funcionários — investindo neles. Elas não apenas atraíram novos talentos como desenvolveram outros dentro de casa. Medidas como essa reduzem a taxa de turnover, aperfeiçoam a reputação empresarial e ainda melhoram a produtividade em geral.

No planejamento estratégico, essas medidas passam por projetos de cursos online, implementação de programas de soft skills ao longo do ano, projetos de mentoria com lideranças, conferências periódicas sobre temas relacionados à carreira e, principalmente, ter um bom time de supervisores e coordenadores para criar planos de treinamento e desenvolver as habilidades dos colaboradores — e, assim, da própria empresa.

Apostar dobrado na tecnologia

Por fim, nenhum planejamento estratégico pode não ter a ampliação da presença de tecnologias em toda a operação. Em 2022, como já tem sido há algum tempo, os negócios terão que estar atentos às novidades para permanecer atualizados e competitivos.

No caso dos colaboradores, por exemplo, isso se faz fundamental pelo novo regime de trabalho, mais híbrido do que nunca. As empresas terão que se preocupar em ter dispositivos inteligentes de mensuração da produtividade, de arquivamento de processos, de facilidade em fluxos e até de acesso, como é o caso da nuvem, além de facilidades de interação.

Em meio à pandemia, foi o caso de programas de videoconferência, como o Zoom e o Google Meet, que veio na esteira do sucesso do primeiro.

No caso das operações, a regra é a mesma: quanto mais uso de Inteligência Artificial, que otimiza processos, além de meios de agilizar contatos, trâmites e questões burocráticas, mais as empresas terão tempo para investir em decisões estratégicas e, principalmente, para inovar.

Qual é a tecnologia mais avançada para o seu setor em 2021? Responder essa pergunta no planejamento é essencial.

Quer conversar mais sobre seus planos para 2022? Marque uma reunião conosco clicando aqui. Leia também outros materiais que já publicamos sobre o assunto abaixo:

 

[ARTIGO] Como o ESG já mudou o mundo neste ano – e como vai seguir mudando em 2022

[ARTIGO] Conheça a ferramenta de planejamento estratégico para aumentar vendas e atrair clientes

[ARTIGO] Planejamento estratégico como ferramenta para resultados

[ARTIGO] Cinco ferramentas para construir o planejamento estratégico da sua empresa

[ARTIGO] 5 etapas para realizar uma auditoria interna na sua empresa

[ARTIGO] Auditando uma empresa: receita de confiança e redução de riscos