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Planejamento estratégico como ferramenta para resultados

O mês de agosto é, para muitas empresas, um dos períodos mais importantes do ano. É a partir de agora que muitas delas dão início ao planejamento estratégico do ano seguinte, através de ações e de bases de negócios para atingir os objetivos e as metas do ano que vem.

Aquelas que são mais organizadas esperam entrar em outubro com os planos já estabelecidos, faltando apenas apresentá-los aos stakeholders e aos sócios – mas há muitas outras que levam esse processo até o último mês do ano. Seja como for, atravessar essa fase, seguindo todas as etapas, é fundamental para a perpetuidade e o sucesso de qualquer negócio.

Isso porque um planejamento estratégico é, de forma sucinta, a definição do lugar que uma empresa está no momento e onde ela pretende chegar em um futuro próximo. Por meio dele, são estabelecidas metas de curto, médio e longo prazo, e todas as ações para torná-las realidade são mapeadas e discutidas.

Em meio à pandemia, muitos negócios que não tinham um planejamento definido tiveram dificuldades, já que, em um momento turbulento, não tinham táticas já alinhadas para ao menos mudá-las de rota. Isto é, não possuíam uma direção e na crise ficaram ainda mais à deriva. Por outro lado, vimos muitos de nossos clientes e parceiros que souberam para onde remar partindo do planejamento que tinham feito antes.

Como começar a planejar minha empresa?

Todo planejamento empresarial deve ser circular, isto é, precisa ser adaptável ao cenário externo (do mercado, da política, etc.), ao contexto da empresa e aos objetivos que ela tem para o seu futuro.

É por isso também que ele não deve ser tão rígido, mas, ao contrário, estar pronto para sofrer mudanças de ordens diversas: seja o cronograma, as ações, as táticas, as lideranças ou os direcionamentos de negócio: qual produto e/ou serviço vender com mais intensidade, como gerenciar os estoques, como manejar as demandas, entre outros.

No Brasil, o parâmetro de início de um planejamento é o chamado ano contábil, que é o mesmo intervalo de um ano comum. Assim, as empresas começam a desenhar seus planos na metade de um ano para colocá-lo em prática no começo do próximo. 

A base de um bom plano estratégico está sempre em olhar de maneira completa para todas as áreas que envolvem o ciclo empresarial.

O planejamento deve alinhar os setores por meio de ações que, no final, gerem um único resultado. Como essas áreas podem ser divididas dentro do planejamento? Uma proposta é a seguinte:

Área de produto – dedicada ao ciclo de vida do produto e/ou serviço oferecido, também responsável por compreender como ele atinge os clientes, o que eles esperam e quais são os resultados que estão sendo alcançados até o momento do planejamento.

Área operacional – voltada à utilização de recursos para otimizar os processos, avaliando o desenvolvimento tecnológico, a qualidade das entregas logísticas, as metodologias aplicadas nas atividades principais e qual é a margem para uma melhoria contínua dos fluxos dentro dos departamentos. 

Área de pessoas – responsável por articular todas as relações entre a empresa e as pessoas que nela trabalham, como atuar sobre as políticas internas, os padrões de desenvolvimento e integração e o alinhamento dos colaboradores às metas do negócio.

Área de finanças – esta, por último, deve definir os objetivos quantitativos por meio de diagnósticos financeiros constantes, além de cuidar para que haja sempre uma integração financeira saudável com as outras áreas da empresa, como as de vendas, marketing e operacional.

Por que é importante planejar minha empresa?

O planejamento estratégico é, antes de tudo, uma ferramenta de negócios. Muitas empresas escolhem não usá-la, mas aquelas que optam por fazê-lo colhem resultados muito melhores no futuro a curto, médio e longo prazo. Isso porque, com um plano, os negócios têm um caminho estabelecido, com etapas específicas que, juntas, conformam o seu objetivo total.

Não é à toa que, nos Estados Unidos, um dos mantras do mundo empresarial seja uma frase do filósofo americano Benjamin Franklin: “If you fail to plan, you are planning to fail” (“Se você falha em planejar, você está planejando falhar”).

É cada vez maior o senso comum de que não basta ter uma boa ideia de negócio ou um grande mercado consumidor de um produto e/ou serviço se não há, em algum momento, um plano específico de idealização, execução, implementação e execução dela. 

A tendência é sempre que a boa ideia sucumba à desorganização. É até por isso que é fundamental que empresas de cunho familiar – como é o perfil brasileiro – tenham meios de estabelecer planos de governança e de sucessão, por exemplo.

Mas, na prática, o que um planejamento estratégico pode fazer pelo seu negócio?

O que o planejamento estratégico faz pelo seu negócio

Em primeiro lugar, o planejamento estratégico permite mapear o uso dos recursos de forma mais inteligente. O mapeamento dos recursos, não apenas financeiros, mas também materiais, humanos e tecnológicos, facilita na tomada de decisão para futuros investimentos, retiradas de capital e mudanças de gestão.

Em segundo, um planejamento é também um gestor de riscos: quando as metas são traçadas de maneira realista, o negócio se torna menos suscetível à volatilidade do mercado externo, principalmente no contexto pandêmico atual, guiando os gestores por caminhos mais claros. Nesse sentido, o plano não é rígido o suficiente para manter a empresa no mesmo lugar enquanto o mundo muda nem é, ao contrário, flexível demais para se refazer por causa das mudanças. Ele é o ponto de equilíbrio entre o que precisa mudar e o que deve ser mantido.

Além disso, em terceiro lugar, um planejamento é uma vantagem significativa em relação à concorrência. Isso porque, com uma análise interna e externa da organização, ela adquire uma visão futura que lhe permite tomar decisões mais assertivas e inovadoras dentro da área onde atua.

Um planejamento estratégico também torna a empresa mais gerenciável, com a divisão de metas entre as áreas – já divididas como apontado acima –, os gestores têm mais condições de avaliar, do ponto de vista qualitativo e quantitativo, os resultados em escalas macro e micro. Além disso, eles entendem os gargalos e os fluxos que compõem.

Por último, e como consequência disso, as áreas divididas, mas integradas, permitem uma comunicação mais livre, não apenas para os processos cotidianos, mas também para a troca de experiências e para os resultados de cada departamento, que podem ser compartilhados entre todos. Uma empresa que se conversa é uma empresa que também conversa melhor com quem está fora – como os consumidores.

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